Afinal de contas, para que serve o aditivo de arrefecimento?

Antes de tudo, entenda: O que é um Sistema de Arrefecimento?

De acordo com o material de treinamento sobre sistema de Arrefecimento da Peak, do qual o seguinte texto foi baseado, temos que, um sistema de arrefecimento é responsável por manter o carro a uma temperatura ideal de funcionamento, pois o motor esquenta muito com todas as explosões da queima do combustível. Serve também como um lubrificante para as partes internas do motor do seu veículo.

Então, é de responsabilidade do sistema de arrefecimento manter o propulsor frio o suficiente para que as peças não derretam, mas não frio demais a ponto que o carro não funcione direito.

O sistema é composto por mangueiras, radiador, ventoinha, bomba d’água, vaso de expansão, válvula termostática e, no meio de tudo isso, há de se ter um aditivo de arrefecimento, que deve ser composto de água desmineralizada e monoetilenoglicol (o principal componente).

Funcionamento
O Aditivo de Arrefecimento percorre a parte interna do motor, sem entrar em contato com seus componentes de combustão, até chegar ao radiador.
A mistura, que ficou quente, transfere o seu calor para o ar. E toda essa movimentação é feita por meio de mangueiras e da válvula termostática, que bloqueia a “água” quando o motor esfria e a libera quando o motor ultrapassa determinada temperatura.
Quem coloca o aditivo de arrefecimento em movimento pelo sistema é a bomba d’água. Quando o carro está desligado, todo o líquido fica alojado no reservatório de expansão (que é a peça plástica que você usa para checar se o nível do líquido está correto).

Saiba qual é o Sistema de Arrefecimento mais usado

O sistema de arrefecimento mais comum é o de fluxo fechado e pressurizado, que não permite que a água evapore.
Nos anos 80, o sistema mais comum era o aberto, porque exigia a reposição da quantidade de líquido, que evaporava.

Mas e afinal, o que são os Aditivos de Arrefecimento?

O Aditivo é um componente de muita importância em um sistema de arrefecimento de motor. Ajuda a manter a temperatura do veículo adequada tanto no inverno quanto no verão (evitando, respectivamente, o congelamento e o superaquecimento do veículo), além de impedir o avanço do processo de ferrugem por meio da conservação das peças do sistema. O Aditivo Concentrado é misturado com água e é colocado no reservatório do líquido de arrefecimento e do radiador do veículo.
Recomenda-se que, a cada dois ou a cada cinco anos, dependendo do tipo de refrigerante usado, o proprietário do carro faça a troca completa do líquido de arrefecimento.  É possível que os prazos sejam variados, porém, é mais apropriado que você respeite o manual do seu veículo para trocas e reposições do sistema de arrefecimento, e que sempre complete o sistema quando for preciso.
Aditivo Orgânico
É desenvolvido por meio de materiais orgânicos/naturais OAT (Organic Acid Technology) e age no local onde ocorre o processo de corrosão ou ferrugem. É necessário que esse aditivo atenda à norma NBR 15297, reguladora do desenvolvimento e fabricação de aditivos do tipo coolants orgânicos.
Benefícios:
O Aditivo Orgânico possui poder de proteção e limpeza contra ferrugem e corrosão, o que evita a formação de borra na bomba do motor, oferece ação lubrificante nas mangueiras, oferece máxima proteção anticongelante até
– 64ºC, máxima proteção antifervura até 136ºC. O Aditivo Orgânico dura mais que o Aditivo Inorgânico, e por ser derivado de fonte orgânica é biodegradável, ou seja, a sua decomposição é natural, não oferece riscos e não degrada o meio ambiente. É indicado para carros, caminhões leves e motocicletas.
Aditivo Inorgânico
É desenvolvido totalmente em laboratórios, e pode ser considerado como sintético. É necessário que esse aditivo atenda à norma NBR 13705, que especifica quais são os requisitos e métodos de ensaio para a determinação das características dos aditivos concentrados dos tipos monoetilenoglicol e monopropilenoglicol, tipos A e B, destinados à preparação da solução refrigerante, que, por sua vez, deve promover o arrefecimento do motor endométrico e conferir proteção adequada contra o congelamento, fervura, cavitação e corrosão.
Benefícios:
O Aditivo Inorgânico contém silicato e inibidores de corrosão de fosfato que ajudam a proteger as partes metálicas do carro que o aditivo de arrefecimento atravessa, como o motor e o radiador. Também oferece poder de proteção e limpeza contra ferrugem e corrosão, o que evita a formação de borra na bomba do motor, possui ação lubrificante nas mangueiras, oferece máxima proteção anticongelante até -64ºC, máxima proteção antifervura até 136ºC. O Aditivo Inorgânico tem duração menor em relação ao Aditivo Orgânico, e sua aplicação é recomendada em automóveis e caminhões leves, fora do período de garantia ou acima de 13 anos de fabricação.
Aditivo Híbrido
Próprio para Linha Pesada, é desenvolvido por meio de tecnologia híbrida-ácido orgânica – HOAT (Hibrid Organic Acid Tecnology) à base de monoetilenoglicol de alta pureza. Tecnologia essa que combina a longevidade do pacote de inibidores orgânicos com a eficiência dos compostos inorgânicos para proteção. Contém uma série de silicatos cuja função é impossibilitar a corrosão, também possui aditivos inibidores dos processos de oxidação e corrosão. Recomenda-se que o Aditivo Híbrido seja evacuado do sistema do carro uma vez a cada cinco anos, ou, mais especificamente, a cada 240.000km; o critério de escolha permanece para qual processo ocorrer primeiro. É necessário que esse aditivo atenda à norma NBR 14261.
Benefícios:
O Aditivo Híbrido apresenta máxima proteção anticongelante até -64 ºC, máxima proteção antifervura até 136ºC, excelente proteção das superfícies quentes de alumínio, e a sua fórmula livre de fosfato reduz incrustações e depósitos de sólidos da água da torneira. Sua aplicação é indicada a veículos de passeio e utilitários, caminhões e ônibus de aplicações rodoviárias e urbanas, movidos a diesel, gasolina e GNV.
As Cores dos Aditivos
Não há uma regra para determinar as cores dos aditivos, e não é possível saber de qual categoria se trata observando apenas a coloração a olho nu. Porém, comumente, há um padrão de cores se formos avaliar a maneira pela qual os aditivos são comercializados.
Aditivo orgânico: costumeiramente é encontrado nas cores: vermelha, amarelada ou rosada;
Aditivo Inorgânico: costumeiramente encontrado nas cores verde ou azul.
Apenas pela cor não é possível saber se o aditivo encontrado no frasco é de origem orgânica ou inorgânica, porque pode-se encontrar, por exemplo, aditivo inorgânico nas cores amarela, vermelha ou rosada.
O INMETRO afirma que “os aditivos são encontrados no mercado em várias cores, que são meramente um apelo comercial que não impacta no desempenho dos mesmos. Na linha de produção das montadoras a cor é um diferencial importante, pois evita que diferentes aditivos sejam confundidos;”. Por isso, recomendamos a leitura do rótulo do produto para conhecimento de procedência. Caso não haja a informação no rótulo do produto, você pode localizar qual norma é atendida por ele, assim terá a certeza sobre qual tipo de aditivo está comprando.
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