Saiba o que o seu caminhão tem a ver com os sistemas EURO 5 e 6!

A questão da emissão de poluentes produzidos por motores a diesel é séria e é um debate vigente entre cientistas ambientais, políticos e a população em geral.

Em nosso país, o Conselho Nacional do Meio Ambiente, o CONAMA, está à frente dessa causa, desenvolvendo programas que visam controlar a emissão de poluentes. Por isso, a norma vigente neste momento é o sistema EURO 5. Mas, o que é este sistema? E, aliás, o que é o sistema EURO 6 que também já está em voga?

Calma, nós sabemos que há muitas dúvidas, por isso, neste texto, explicaremos o que vem a ser esses dois sistemas de tanta importância aos caminhoneiros assim como para a população em geral. Acompanhe a leitura na íntegra!

Definindo o sistema EURO 5

Esse sistema pode ser definido como o conjunto de regulamentos que tem como objetivo central a diminuição dos poluentes gerados por automóveis a diesel. No Brasil, essa norma é denominada como PROCONVE – Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores. Caso você tenha se perguntado por que por aqui o nome nacional não aparece muito é porque, popularmente, chamamos esse conjunto de normas de EURO 5 por causa da lei europeia que possui o mesmo propósito.

Principal meta do EURO 5:

A diminuição das emissões de Óxido de Nitrogênio (Nox) em até 60% é a meta dessa regulamentação. Para isso, o esperado, em relação ao EURO 3, a norma anterior, é uma redução de 80% na emissão das partículas poluentes.

Quais transformações o sistema EURO 5 propõe a fazer?

Aqui entra a questão dos motores dos caminhões. Desde que a norma começou, em 2012, no Brasil, as montadoras passaram a fabricar apenas motores a diesel que possuem os sistemas de tratamento de gases que poluem a atmosfera: o EGR ou o SCR.

Entendendo mais sobre o EGR e o SCR:

EGR:

O EGR (Exhaust Gas Recirculation, ou Recirculação de Gases da Exaustão, em tradução livre) é utilizado pelas montadoras para que possam seguir adequadamente às leis da EURO 5. Este motor dispensa o uso do reagente ARLA 32 (um reagente composto de água e ureia) e, usualmente, é usado em frotas menores como pick-ups e caminhonetes.

O Óxido de Nitrogênio aqui é reduzido por esse sistema, baixando a temperatura interna da câmara de combustão. Mas, para isso ocorrer, ele gera a recirculação parcial dos gases de escape; isso faz com que os calor seja amenizado resultando na formação dos poluentes em níveis que não estejam fora do padrão vigente.

SCR:

Já o SCR (Selective Catalytic Reduction ou Redução Catalítica Seletiva, em tradução livre) é mais usado em frotas maiores. Aqui, os gases poluentes são convertidos em nitrogênio e vapor d’água, ou seja: não polui o meio ambiente.

Para que essa conversão ocorra, o uso do ARLA 32 é necessário. Então, deve ser inserido no compartimento específico dos sistemas SCR e jamais ser misturado ao diesel. A fração ideal de ARLA 32 é de 5% do volume de diesel.

O SCR também controla a qualidade dos gases emitidos; e, ao utilizar o ARLA 32 de forma correta, o motor tem uma melhoria de eficiência ao reduzir o consumo de combustível.

O tipo de diesel a ser utilizado:

Agora é uma obrigação: deve-se somente utilizar combustíveis que tenham um teor reduzido de enxofre; no Brasil, possuímos o diesel S-50 e o S-10.

O diesel S50 é até aceito, porém, o mais indicado é o uso do S-10, uma vez que é o combustível mais limpo para a linha pesada. Esse combustível reduz a fumaça branca, a emissão de enxofre em até 90%, contribui com a redução da geração de depósitos no motor além de melhorar a partida a frio.

Definindo o sistema EURO 6

Como explicado acima, o Brasil vem utilizando o sistema EURO 5 desde 2012, porém, muitos países da Europa já estão utilizando o sistema EURO 6, desde 2014.

Essa atualização das normas, tem regras ainda mais rígidas em relação ao controle da poluição do meio ambiente, logo, as fabricantes estão precisando se atualizar para produzir caminhões e demais veículos de linha pesada.

O que muda com o EURO 6?

O EURO 6 traz mais rigidez nas condutas. Como, por exemplo, na emissão de hidrocarbonetos agora há um limite de 0,09 gramas para cada cavalo de potência do motor, por hora em funcionamento. Isso significa uma redução de 72% do limite do EURO 5 (que permita até 0,34 gramas de liberação);

O Óxido de Nitrogênio (Nox) também passou por alteração, e agora seu limite é 80% menor; tendo emissão máxima de 0,29 g/cv e, de enxofre de 0,02 ppm para 0,01 ppm.

Que tipo de tecnologia é utilizada no sistema EURO 6?

Esse sistema utiliza as tecnologias já citadas: EGR e SCR. Mas, agora, é requirido que ambas as tecnologias sejam utilizadas em conjunto

Saiba o que mais o EURO 6 exige:

Agora, para além da utilização do EGR e do SCR, haverá a previsão sobre as regulamentações da aerodinâmica do caminhão, assim como a distribuição do peso da carga e de hábitos de eficiência de condução dos caminhoneiros.

O uso de diesel com teor de enxofre reduzido também é outra exigência. No Brasil, como já citado, temos o diesel S-50 e o S-10 (sendo o S-10 o mais recomendado).

Concluindo…

Bom, o mais acertado é sempre nos adaptarmos às melhorias, sejam elas tecnológicas ou ambientais. Mesmo o EURO 6 ainda não estando vigente em terras nacionais, essa norma já é uma realidade em outros países, portanto, é uma questão de tempo até chegar ao Brasil.

E é importante ressaltar que tanto o EURO 5 quanto o EURO 6 são sistemas resultantes de anos e anos de pesquisas sobre como melhorar as nossas condições de vida e não agredir tanto o meio ambiente. Tendo todas essas melhorias em vista, recomendamos que você também siga essas normas adequadamente, assim, tanto o seu caminhão quanto o meio ambiente agradecerão.

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